Mãe mata filho e namorada dele e se suicida, diz polícia

08/03/2014

DE SÃO PAULO

DO "AGORA"

Uma mulher, o filho dela e a namorada do filho foram encontrados mortos na manhã de ontem dentro de um apartamento de alto padrão na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo.

Segundo a polícia, a pediatra Elaine Moreira Munhoz, 56, matou o casal e se matou.

O motivo da tragédia ainda está sendo investigado.

Vizinhos dizem que a mulher não gostava do relacionamento do filho com a namorada --ambos eram estudantes de medicina.

A polícia afirma ainda que ela sofria de depressão e estava descontente com o desempenho dele na faculdade.

A empregada da família estava no apartamento --avaliado em R$ 1,4 milhão-- e ouviu os tiros às 8h20.

Segundo a polícia, Mariana Marques Rodella, 25, foi baleada na cama. O namorado dela, Giuliano Munhoz Landini, 25, foi atingido após chegar em casa --ele havia saído para caminhar com seu cachorro pelo bairro.

O casal namorava havia cerca de seis anos e planejava casamento.

O pai dele, o cirurgião Alexandre Landini, 55, havia saído para trabalhar horas antes.

A empregada, que ligou para a polícia, disse ter fugido do local ao ouvir os tiros.

Segundo o delegado Daniel Cohen, responsável pela investigação, Elaine utilizou um revólver calibre 38 e efetuou oito disparos.

A polícia investiga se houve algum planejamento na ação, pois suspeita que Elaine atirou no banheiro para testar a arma e que recarregou o revólver, que tem capacidade para seis balas, entre as sequências de disparos.

Mariana foi encontrada na cama com tiros embaixo do braço e no ouvido. Giuliano estava na sala com marcas no rosto, no coração e no braço.

Elaine foi achada no quarto, com a porta trancada, com um tiro na boca.

A polícia ainda não identificou o dono da arma. O marido dela disse não ser dele.

"A médica fazia terapia há algumas semanas, estava com depressão e descontente porque o filho não estava indo bem na faculdade. Ele estaria faltando", disse Cohen, que vai ouvir o psiquiatra dela.

Em depoimento, Alexandre disse que a mulher estava introvertida desde o fim do ano passado e que tinha dificuldade de se expressar. Nessa época, passou a escrever frases desconexas --alguns papéis foram apreendidos.

Vizinhos do apartamento relataram ter ouvido gritos antes dos últimos disparos. Giuliano, aluno da Santa Casa, disse "não" várias vezes antes de ser morto.

(ANDRÉ MONTEIRO, ARTUR RODRIGUES, FELIPE SOUZA E JOSMAR JOZINO)